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Cursos Online: novos desafios de ensino e aprendizagem

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Abr
4

Tamires Coêlho

Atualmente, é bastante comum ouvir falar (ou ler) sobre ensino à distância (EaD) e cursos online. Com as facilidades para organizar o próprio tempo, administrar as atividades de acordo com a rotina e realizar cursos e aperfeiçoamentos – antes indisponíveis por questões financeiras ou geográficas – os cursos virtuais estão sendo bastante procurados como alternativa não só para os alunos, mas também para vários docentes. Enxergar as diversas possibilidades que um curso online oferece parece ser mais fácil que perceber as desvantagens que rondam essa nova modalidade de ensino. E é preciso estar atento a isso.

Nesta semana, o site Universia Brasil divulgou uma lista de orientações sobre cinco aspectos a serem analisados antes de ministrar um curso online. O site chama atenção para que os professores estejam cientes das características e deficiências desse modo de ensino antes de resolverem se aventurar lecionando via internet.

As ferramentas disponíveis pelo sistema e os recursos tecnológicos são imprescindíveis para a garantia de interatividade. Um curso online adequado às necessidades dos alunos deve oferecer meios de interação que os estimulem e que ajudem no aprendizado. Além disso, o ambiente multimidiático da internet pode tornar-se um aliado, se as ferramentas (recursos que envolvam leitura e audiovisual, por exemplo) forem bem exploradas nas atividades e processos avaliativos.

O contato entre os alunos também é essencial para discussão e disseminação do conteúdo ministrado. Um ambiente colaborativo facilita a comunicação entre a turma e proporciona maiores chances de fixação da matéria.

Além de cobrar uma boa estrutura do sistema no qual será ofertado o curso online, é preciso certificar-se de que o docente tem condições de atender às expectativas dos alunos, ofertando e recebendo para avaliação materiais em diversas mídias. É preciso ter um computador que suporte o tamanho dos trabalhos, uma boa conexão e tempo para estar constantemente disponível online para tirar dúvidas.

Se o professor puder oferecer algum recurso ou novidade além do conteúdo básico, haverá maior probabilidade de interesse por parte dos alunos. Mas é preciso lembrar que esse diferencial deve acompanhar uma metodologia de ensino adequada ao contexto no qual o curso vai ser inserido.

Uma boa oportunidade para os estudantes é aproveitar cursos online oferecidos por universidades renomadas ou com experiência nesse tipo de aprendizado. É interessante que os professores também comecem como alunos desse tipo de curso para identificar as dificuldades às quais seus futuros alunos estarão propensos.

O site Cousera, por exemplo, reúne diversos cursos online bem-estruturados e ofertados por docentes de universidades de boa reputação espalhadas pelo mundo. Há cursos para diversas áreas de interesse e de formação, e há possibilidade de interação com pessoas de várias partes do mundo nos fóruns. Em geral, a maioria dos cursos não exige pré-requisitos além do conhecimento em língua inglesa – idioma no qual está disponível todo o site.

A experiência do doutorado

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Mar
20

Dafne Pedroso

Há uma semana, no dia 13 de março de 2013, defendi minha tese de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da PUCRS, intitulada Revelando os Brasis IV: os processos de produção de curtas-metragens realizados no Rio Grande do Sul, sob orientação da Profª Drª Cristiane Freitas Gutfreind. A banca de defesa representou a finalização de mais uma etapa da minha carreira acadêmica. Naquele momento, quatro importantes pesquisadores da área da Comunicação, os professores José Luiz Braga (UNISINOS), Fernando Mascarello (UNISINOS), Nísia Martins do Rosário (UFRGS) e Carlos Gerbase (PUCRS), apresentaram suas leituras, críticas e sugestões a respeito do meu trabalho. A banca foi um espaço privilegiado de escuta e de debate sobre minha pesquisa, um momento bastante produtivo e que me inspira a repensar alguns pontos da tese, assim como considerar novas angulações que serão mobilizadas em futuros artigos para a divulgação dos resultados obtidos.
Mais do que uma nota ou do que um conceito na avaliação final, o importante do curso de doutorado é o processo, a aprendizagem ao longo dos quatro anos. Aulas, orientações, participação em grupos de pesquisa, seminários, congressos, produção de artigos, Doutorado Sanduíche, trabalho de campo, feitura da tese, enfim, são diversas as instâncias que compõem toda essa etapa. Além disso, existem os amigos que conhecemos ao longo desse tempo e que contribuem com outros olhares sobre nossos trabalhos, testemunham momentos importantes das nossas carreiras, honram-nos com suas amizades neste mundo acadêmico que parece tão solitário e competitivo, mostrando-nos que a academia também pode ser cheia de generosidade e diversão.
Quanto à tese, especificamente, foi um esforço construí-la a partir de questionamentos de minha dissertação, o que, por um lado, traz a experiência da investigação anterior, por outro, nos amarra a ela. O mais difícil foi desconstruir a dissertação e seguir novos caminhos. Mudamos, eu e a tese, ao longo desses quatro anos. Reconheço um processo de abertura importante em relação a outras perspectivas de estudo sobre o cinema, que veio acompanhado de dúvidas, angústias, numa jornada transformadora de tomada de autonomia. Foi um aprendizado de saber escolher e de tomar decisões, que expressam uma tentativa de construir meu próprio caminho. Agora, outro desafio começa: o de ingressar na carreira docente e de produzir novas pesquisas. Espero ter coragem e serenidade para a nova jornada.

Distinção: antes um reconhecimento do que uma honra

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Dic
17

Marcelo Ferreira

O trabalho de conclusão de curso é um período dramático na vida do estudante universitário. Dramático porque a monografia é um ensaio de vida de pesquisador, algo um tanto enigmático para os estudantes que passam semestres e anos buscando e encontrando as aulas um tanto quanto tecnicistas. Não quero entrar no mérito da qualidade dos cursos em si ou em que tipo de profissional as universidades estão formando. Volto à ideia central, de pensar minha experiência durante esta última etapa do curso de Jornalismo.

Acabo de finalizar minha monografia, de título “O vício do jornal diário: nuances da problemática das drogas ilícitas midiatizada nos jornais Zero Hora, Diário Gaúcho e Folha de São Paulo”. Já nos primeiros passos de sua realização, eu visualizava a complexidade e a dificuldade em abordar o tema, ainda mais sendo uma investigação de nível de graduação. Isso acabou me levando a pensar que a “distinção” não caberia ao caso. Confesso, inclusive, que o conceito não era um objetivo. Acabou acontecendo e, sim, foi gratificante.

Encaro a distinção como reconhecimento pelo esforço de meses de pesquisa, análises, teorias, conversas, poucas horas de sono e reduzidos momentos de diversão. A isso, soma-se o desafio da banca à qual passei, extremamente qualificada, trazendo diversas dúvidas, questionamentos e provocações. Entendo que o momento das respostas foi crucial para o bom fechamento do trabalho. De forma segura, respondi e expliquei aquilo que havia de forte no trabalho, da mesma forma que aceitei os pontos fracos e as sugestões dos professores.

Várias são as reflexões e aprendizados que posso extrair desse processo. A proposta de buscar um olhar de estranhamento sobre diversos aspectos conflitantes de uma problemática comunicacional e social complexa e envolvida em tabus procura pensar o fazer jornalístico. Não apenas divagações. Prática! A pesquisa é importante, não há dúvidas. Mas só existe porque existem os jornais, o mercado, as pessoas e os problemas.

Acredito que a cultura de pesquisa adquirida durante a experiência como bolsista de iniciação científica acabou me incutindo o espírito de cidadania científica. Sei que o TCC não exige o trabalho de inovação e densidade metodológica, muito menos epistemológica, como na pós-graduação. Porém, executar uma pesquisa séria e profunda, mesmo que de forma um tanto insegura, não deixa de ser um ótimo momento na carreira profissional, seja para pensar os problemas do fazer – aos que almejam uma redação ou uma assessoria de imprensa –, seja para pensar os problemas do pesquisar, atividade que abre perspectivas de conhecimento e profundas – aos que almejam um mestrado. Academia e mercado de trabalho andam juntas, cotidianamente, e ambas requerem responsabilidade.

São Sepé Tiaraju: exemplo heróico guarani

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Nov
5

Segundo Antonio Cechin, não se pode falar de Sepé Tiaraju sem falar constantemente do povo guarani das Missões

Por: Patricia Fachin

“Sepé é Santo porque ele nasce num povo organizado e santo. Foi o próprio Jesus Cristo quem disse: ‘Não há maior prova de amor do que dar a vida por aqueles a quem se ama’”. É com esta frase que Irmão marista, Antônio Cechin, define o herói dos guarani e um dos fundadores da Missão de São Miguel, Sepé Tiaraju. Na entrevista a seguir, concedida, por e-mail, à IHU On-Line, Cechin conta a trajetória do líder guarani e sua participação na guerra guaranítica contra os exércitos da Espanha e Portugal. “No dia em que tombou mártir na Sanga da Bica, hoje cidade de São Gabriel, começaram a invocá-lo como santo protetor junto de Deus e herói maior do povo guarani ao longo de toda a sua história”.

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«O Fascismo Eterno»

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Nov
25

Jornal Pátria Latina – 20/11/2009
Texto de Umberto Eco

Em 1942, com a idade de dez anos, ganhei o prêmio nos Ludi Juveniles (um concurso com livre participação obrigatória para jovens fascistas italianos – o que vale dizer, para todos os jovens italianos). Tinha trabalhado com virtuosismo retórico sobre o tema: “Devemos morrer pela glória de Mussolini e pelo destino imortal da Itália?” Minha resposta foi afirmativa. Eu era um garoto esperto.

Depois, em 1943, descobri o significado da palavra “liberdade”. Contarei esta história no fim do meu discurso. Naquele momento, “liberdade” ainda não significava “liberação”.

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